Balanço Anual da Prefeitura Municipal de Ponte Nova mostrando: CFEM — Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais



A imagem é a página 22 do Balanço Anual (DCA) da Prefeitura Municipal de Ponte Nova – MG, referente ao exercício de 2023. Ele apresenta uma prestação de contas da situação financeira da prefeitura, incluindo tudo o que o município arrecadou, gastou, seus bens, dívidas e patrimônio público ao final do ano.


📌 Incluindo a CFEM — Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais


O documento mostra que Ponte Nova recebeu recursos provenientes da CFEM, que é um tipo de royalty pago por empresas mineradoras pela extração de recursos naturais no território. Isso consta como “Cota-parte da Compensação Financeira de Recursos Minerais – CFEM” dentro das receitas transferidas pelo Estado, no valor de R$ 642.149,22 


Ou seja:

➡️ Essas receitas ajudam a compensar impactos ambientais e econômicos da atividade mineradora na região.

➡️ Entram no orçamento municipal como receita corrente, podendo ser usadas em políticas públicas, infraestrutura, saúde etc.


Também é possível ver outras transferências relacionadas, como compensações financeiras sobre recursos naturais, todas agrupadas no mesmo demonstrativo de receitas 

Música sobre o crime ambiental, o rompimento da barragem

Música “L.A.M.A S/A” (Suricato Lab)

A música “L.A.M.A S/A” foi lançada pela produtora Suricato Lab, de Belo Horizonte/MG, como parte do projeto Sessões Suricato Vol. 1. Ela integra a trilha sonora do documentário “Lama – O Crime Vale no Brasil”, dirigido por Richardson Pontone e Carlos Pronzato, que denuncia o desastre da barragem da Vale em Brumadinho e seus impactos sociais, ambientais e humanos.

Na letra, assinada por Edgar Filho, há uma forte crítica ao sistema de mineração no Brasil, mencionando também Mariana, a impunidade e o sofrimento dos atingidos. A obra dá destaque à memória das vítimas e convoca à luta por justiça e responsabilidade das empresas envolvidas.



Projeto: Desenvolvimento de práticas pedagógicas sobre mineração para alunos do Ensino Fundamental II

Porque boas ideias merecem ser multiplicadas!


Professor: 

Wallasson Fernandes Martins


Nome do projeto: 

Desenvolvimento de práticas pedagógicas sobre mineração para alunos do  Ensino Fundamental II


Cidade:

Raul Soares


Escola:

Escola Estadual Benedito Valadares


Objetivo geral:

Permitir que os alunos compreendam o meio físico e social no qual estão inseridos e percebam as transformações promovidas pela ação humana, estimulando-os a desenvolverem atitudes de respeito e preservação à vida e ao meio ambiente.


Objetivos específicos:

  • Compreender o conceito de mineração e os principais impactos ambientais causados por essa atividade;
  • Estabelecer relações entre a mineração e a poluição das águas, articulando o tema com as questões reais e cotidianas do aluno;
  • Despertar no aluno uma postura consciente e cidadã, propiciando reflexões sobre recursos alternativos e sustentáveis para o processo.


Resumo:

Aula 1 – Introdução à Mineração e seus Impactos


Aula 2 – Empatia e Soluções
  • Tema: Compreensão emocional dos desastres e prevenção.
  • Atividades:
  • Objetivo: Refletir sobre a frequência desses desastres e soluções preventivas.


Aula 3 – A Mineração no Cotidiano
  • Tema: Presença da mineração em nosso dia a dia.
  • Atividades:
    • Roda de conversa.
    • Produção de texto ou desenho.
  • Objetivo: Mostrar a importância da mineração e refletir sobre sustentabilidade.


Aula 4 – Maquete: Antes do Desastre
  • Tema: Simulação do distrito de Bento Rodrigues antes do rompimento.
  • Atividade: Construção da maquete.
  • Objetivo: Compreender a vida antes da tragédia.


Aula 5 – Maquete: Depois do Desastre
  • Tema: Simulação do distrito após o rompimento.
  • Atividade: Construção da segunda maquete.
  • Objetivo: Visualizar os impactos causados pela tragédia.



Aula 6 – Finalização e Reflexão
  • Tema: Fechamento das maquetes e discussão.
  • Atividades:
    • Finalização das maquetes.
    • Apresentação e reflexão dos alunos.
  • Objetivo: Relacionar o desastre com impactos locais e ambientais.


Aula 7 – Culminância e Compartilhamento
  • Tema: Conscientização ambiental e ação comunitária.
  • Atividades:
    • Palestra com a secretária de Meio ambiente do município de Raul Soares, Isabela Baião.
    • Apresentação dos trabalhos dos alunos à comunidade escolar.
  • Objetivo: Divulgar os aprendizados e formar multiplicadores de consciência ambiental.



Metodologia e recursos didáticos:

O projeto foi realizado ao longo de 4 semanas e um último encontro. Ao todo, foram 7 encontros: 6 com duração de 50 minutos e 1 com 110 minutos, aplicados em uma turma do 7º ano do Ensino Fundamental II da Escola Estadual Benedito Valadares, em Raul Soares – MG.

A metodologia buscou promover a reflexão e a autonomia dos alunos, incentivando que questionassem e se tornassem protagonistas do próprio aprendizado. Foram utilizados recursos como data show com slides, nuvem de palavras e vídeos, fundamentais para alcançar os objetivos propostos.


Avaliação: 

A avaliação aconteceu durante todo o processo de forma sistemática e contínua levando em conta a diversidade de interesses e possibilidades de exploração pelo aluno, propondo um ambiente interativo rico em matérias e situações a serem experienciadas. Os alunos tiveram oportunidades de falar, escrever, opinar e argumentar, respeitando seu processo evolutivo e os diferentes saberes, numa formação global, contínua e integrada.



Fotos:

em construção


Clique aqui para fazer o download do projeto completo.


......


Ilustrações de IA: crimes ambientais

Aqui estão disponíveis, para uso livre e gratuito, 
ilustrações feitas por meio de inteligência artificial (IA).

ATENÇÃO:
Use as imagens com cuidado e bom senso.
São ilustrações fictícias, fabricadas através de IA.
Não são imagens documentais.

------------------------------------------------------------


Infográficos 

 

------------------------------------------------------------

Rompimentos de barragens


 

 

 

 

------------------------------------------------------------

Dano em leitos de rios

 

 


------------------------------------------------------------

Abandono após exploração

 

 


------------------------------------------------------------





.

Rompimento da barragem do Fundão

O rompimento da barragem do Fundão foi um dos maiores desastres ambientais da história do Brasil e do mundo. Aconteceu no dia 5 de novembro de 2015, no distrito de Bento Rodrigues, pertencente ao município de Mariana, em Minas Gerais.

    
antes
depois




antes
depois




antes
depois








antes
depois




Aqui estão os principais pontos sobre o ocorrido:

O que aconteceu?

  • A barragem de Fundão era usada para armazenar rejeitos de mineração (resíduos resultantes da extração de minério de ferro) da mineradora Samarco, que é controlada pela Vale e pela BHP Billiton.
  • A barragem rompeu, liberando cerca de 40 milhões de metros cúbicos de lama tóxica.
  • A enxurrada de lama destruiu completamente o distrito de Bento Rodrigues e causou danos em outras comunidades ao longo do Rio Doce.


Cidades diretamente atingidas:

Minas Gerais: Mariana, Bento Rodrigues (distrito), Paracatu de Baixo (distrito), Barra Longa, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado, Sem-Peixe, São Pedro dos Ferros, São José do Goiabal, Alpercata, Governador Valadares, Tumiritinga, Periquito, Naque, Resplendor
Espírito Santo: Baixo Guandu, Colatina, Marilândia, Linhares (inclui Regência)


Cidades indiretamente atingidas:

Minas Gerais: Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo, Santana do Paraíso, Ponte Nova, Belo Horizonte, Teófilo Otoni
Espírito Santo: Aracruz, São Mateus, Vitória

​Lista de pessoas mortas

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 5 de novembro de 2015, resultou na morte de 19 pessoas, incluindo moradores locais e trabalhadores. Abaixo, a lista das vítimas:​

Moradores da comunidade:

  1. Antônio Prisco, 65 anos, residente de Bento Rodrigues.​
  2. Emanuele Vitória Fernandes, 5 anos, residente de Bento Rodrigues.​
  3. Maria Elisa Lucas, 60 anos, de Contagem – estava em Bento Rodrigues a passeio.​
  4. Maria das Graças Celestino da Silva, 65 anos, residente de Bento Rodrigues.​
  5. Thiago Damasceno Santos, 7 anos, residente de Bento Rodrigues.​

Trabalhadores (empregados e contratados):

  1. Ailton Martins dos Santos, 55 anos, motorista III da Integral Engenharia Ltda.​
  2. Claudemir Elias dos Santos, 41 anos, motorista III da Integral Engenharia Ltda.​
  3. Cláudio Fiúza da Silva, 41 anos, servente da Integral Engenharia Ltda.​
  4. Daniel Altamiro de Carvalho, 53 anos, operador de máquinas III da Integral Engenharia Ltda.​
  5. Edinaldo Oliveira de Assis, 40 anos, operador de máquinas III da Integral Engenharia Ltda.​
  6. Edmirson José Pessoa, 49 anos, técnico de serviço administrativo sênior da Samarco Mineração S.A. (desaparecido).​
  7. Marcos Aurélio Pereira Moura, 34 anos, visitante da Produquímica Indústria e Comércio S.A.​
  8. Marcos Roberto Xavier, 32 anos, motorista de caminhão da Vix Logística S.A.​
  9. Mateus Márcio Fernandes, 29 anos, mecânico de manutenção da Manserv Montagem e Manutenção S.A.​
  10. Pedro Paulino Lopes, 56 anos, mecânico de manutenção da Manserv Montagem e Manutenção S.A.​
  11. Samuel Vieira Albino, 34 anos, sondador da Geocontrole Br Sondagens S.A.​
  12. Sileno Narkievicius de Lima, 46 anos, motorista III da Integral Engenharia Ltda.​
  13. Vando Maurílio dos Santos, 37 anos, motorista III da Integral Engenharia Ltda.​
  14. Waldemir Aparecido Leandro, 48 anos, auxiliar de sondagem II da Geocontrole Br Sondagens S.A.​

​Nota: Edmirson José Pessoa permanece desaparecido.​Estado de Minas

Essas informações foram extraídas do Relatório Bienal 2015-2016 da Samarco Mineração S.A. Faça o download deste relatório aqui: DOWNLOAD


Consequências humanas e sociais

  • 19 pessoas morreram.
  • Centenas ficaram desabrigadas.
  • Comunidades inteiras foram impactadas, perdendo casas, escolas, igrejas e sua forma de vida.

Consequências ambientais

  • A lama percorreu mais de 600 km até atingir o oceano Atlântico, no Espírito Santo.
  • Houve contaminação de rios, destruição da fauna e flora aquática e prejuízo para o abastecimento de água de diversas cidades.
  • O Rio Doce, um dos mais importantes do sudeste brasileiro, foi gravemente afetado.

Desdobramentos legais

  • Empresas envolvidas enfrentaram e ainda enfrentam processos judiciais e indenizações.
  • Foi criada a Fundação Renova para reparar os danos e compensar as vítimas, mas o processo é considerado lento por muitas comunidades afetadas.


--------------------------


Linha do Tempo – Rompimento da Barragem de Fundão


Antes do desastre 2007-2014

Relatórios e estudos técnicos já apontavam riscos estruturais na barragem de Fundão, mas nenhuma ação efetiva foi tomada pelas empresas responsáveis.


2015

  • 5 de novembro:
    • Rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).
    • Distrito de Bento Rodrigues é destruído.
    • Lama atinge os distritos de Paracatu de Baixo e Gesteira.
    • 19 pessoas morrem.

  • 6 a 9 de novembro:
    • A lama segue pelo Rio Doce, atingindo várias cidades em Minas Gerais e no Espírito Santo.
    • Abastecimento de água é interrompido em diversas localidades.

  • 21 de novembro:
    • A lama chega ao oceano Atlântico, no litoral do Espírito Santo.


2016

  • Março: 

    É criada a Fundação Renova pelas empresas Samarco, Vale e BHP Billiton, com o objetivo de reparar os danos.
  • Agosto: 

    Ministério Público Federal entra com uma ação de R$ 155 bilhões contra as empresas responsáveis.


2017-2019

  • Avanço lento nas reparações: Moradias prometidas ainda não estavam concluídas.
  • Pressão social aumenta por parte das comunidades afetadas.


2020

  • Primeiras casas são entregues, mas com atrasos e críticas.
  • Empresas assinam acordos adicionais de indenizações e reparações ambientais.


2021-2023

  • Ainda há moradores sem casas definitivas.
  • Processos judiciais seguem em andamento, inclusive fora do Brasil (Reino Unido).
  • A população cobra transparência, justiça e agilidade nas compensações.


2024-2025

  • Alguns distritos ainda aguardam reassentamento completo.
  • O desastre é lembrado como um símbolo de negligência corporativa e falta de fiscalização ambiental.





--------------------------

As empresas responsáveis pelo rompimento da barragem de Fundão foram:


Samarco Mineração S.A.

  • Operadora direta da barragem de Fundão.
  • Joint venture (empresa de controle compartilhado) entre a Vale S.A. e a BHP Billiton.
  • Responsável legal pela gestão da estrutura e pela operação de mineração em Mariana (MG).

Vale S.A.

  • Uma das acionistas controladoras da Samarco (50%).
  • Apesar de não operar diretamente a barragem, foi considerada corresponsável por falhas na governança e fiscalização.

BHP Billiton (atualmente BHP Group)

  • Multinacional anglo-australiana, também dona de 50% da Samarco.
  • Assim como a Vale, foi responsabilizada por omissão e falta de controle sobre as práticas operacionais da barragem.

Essas três empresas foram alvo de ações judiciais, processos civis e penais, e acordos para indenização de vítimas e reparação ambiental, tanto no Brasil quanto internacionalmente.

--------------------------

Principais ações judiciais no Brasil


Ação Civil Pública – MPF (2016)

  • Valor: R$ 155 bilhões (posteriormente suspensa e incorporada a outras negociações).
  • Propositura: Ministério Público Federal.
  • Motivo: Reparação integral dos danos ambientais, sociais e econômicos.
  • Situação: Substituída por acordos judiciais posteriores, como os Termos de Ajustamento de Conduta (TACs).

Acordo Judicial de Reparação (2021–em andamento)

  • Partes: União, estados de MG e ES, Samarco, Vale, BHP.
  • Valor estimado: R$ 37 bilhões (negociações ainda em curso).
  • Objetivo: Reparação de danos ambientais, indenizações e investimentos em comunidades afetadas.

Ações Individuais e Coletivas

  • Autorias: Famílias atingidas, movimentos sociais, defensoria pública.
  • Assuntos: Indenizações por morte, perdas materiais, deslocamento, danos morais, e ambientais.

Processos criminais (2016)

  • Réus: Executivos da Samarco, Vale, BHP e funcionários terceirizados.
  • Acusação: Homicídio qualificado, crimes ambientais e falsidade ideológica.
  • Status: Parte dos crimes prescreveu, outras ações continuam tramitando; algumas foram desmembradas.


Ações judiciais internacionais


Processo no Reino Unido – Alta Corte de Londres

  • Ano: 2018 (e ampliado em 2022)
  • Requerente: Mais de 700 mil brasileiros (indivíduos, empresas, comunidades indígenas e prefeituras).
  • Réu: BHP Group.
  • Valor reclamado: Mais de £36 bilhões (cerca de R$ 220 bilhões).
  • Motivo: Alegação de responsabilidade da BHP por danos causados pelo desastre.
  • Status: A ação foi inicialmente arquivada, mas reaberta após recurso; julgamento programado para 2024–2025.

Fundação Renova

  • Criada em 2016 por determinação judicial para executar programas de reparação e compensação.
  • Financiada por Samarco, Vale e BHP.
  • Alvo de múltiplas críticas por lentidão, falta de transparência e eficiência.

--------------------------

Até o momento, ninguém foi preso de forma definitiva pelo rompimento da barragem de Fundão, mesmo com a gravidade do desastre.

Resumo das responsabilizações criminais:

2016 – Denúncia criminal

  • O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 21 pessoas, incluindo executivos da Samarco, Vale, BHP Billiton e funcionários de empresas terceirizadas.
  • Entre os crimes apontados estavam:

    • Homicídio qualificado (doloso) de 19 pessoas.
    • Crimes ambientais.
    • Falsidade ideológica e apresentação de laudos falsos.

O que aconteceu com os processos?

  • Parte das acusações foi arquivada ou desmembrada.
  • Em 2019, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) anulou a acusação de homicídio doloso, transformando-a em homicídio culposo (sem intenção), o que reduziu drasticamente a possibilidade de prisão.
  • O processo segue sem condenações definitivas.
  • Não houve prisões preventivas ou cumprimentos de pena ligadas ao desastre de Fundão.


Em resumo:

  • Ninguém foi preso.
  • Os processos estão em andamento há anos, com reviravoltas jurídicas e recursos.
  • Até agora, nenhuma responsabilização criminal concreta com pena de prisão foi aplicada.




.

Mineração na região de Ponte Nova

 Vamos entender melhor a mineração na região de Ponte Nova (MG):


Contexto Regional

Ponte Nova está localizada na Zona da Mata mineira, uma região que, embora não seja tão famosa pela mineração quanto o Quadrilátero Ferrífero, abriga importantes operações ligadas à extração de minério de ferro e outros minerais. A geografia local tem relevância para o escoamento e infraestrutura de projetos maiores da mineração em Minas Gerais.



Empresas e Projetos na Região


Mineração Vale do Rio Piranga (MVRP)

  • Atua na extração de minério de ferro na região de Ponte Nova.
  • Empresa com sede na cidade, responsável por movimentar a economia local.
  • Envolvida em projetos de expansão e melhorias ambientais.
    A principal área de extração de minério de ferro em Ponte Nova está localizada no Sítio da Gameleira, próximo à Ponte do Pontal, na zona rural do município. Essa operação é conduzida pela empresa Mineração Vale do Rio Piranga (MVRP).


Zona da Mata Mineração (ZMM)

  • Opera em Teixeiras, cidade vizinha a Ponte Nova.
  • Também foca na extração de ferro, com lavras a céu aberto.
  • Possui atuação crescente na Zona da Mata, aproveitando a malha logística da região.
​    A extração de minério de ferro em Teixeiras, Minas Gerais, foi realizada pela empresa Zona da Mata Mineração (ZMM). As operações ocorreram na localidade de São Pedro, situada na divisa entre os municípios de Teixeiras e Pedra do Anta. 
    Atualmente, não há operações ativas de extração de minério de ferro em Teixeiras. 
    As operações da Zona da Mata Mineração (ZMM) enfrentaram desafios significativos durante sua atuação em Teixeiras e Pedra do Anta. Moradores das comunidades próximas relataram diversos impactos ambientais e sociais, como desabastecimento de água, poluição sonora e rachaduras em edificações, atribuídos às atividades de mineração. 
    Em julho de 2023, duas das quatro áreas de exploração da empresa foram embargadas por crimes ambientais, incluindo desmatamento ilegal e disposição inadequada de rejeitos. Como consequência das irregularidades, em outubro de 2024, a licença ambiental da ZMM foi suspensa, o que levou ao encerramento das operações minerárias na região.​

Mapa com os locais e empresas



Anglo American / Anglo Ferrous Minas-Rio

  • A mineradora multinacional é responsável por um mineroduto que passa por Ponte Nova.
  • Esse duto transporta o minério extraído em Conceição do Mato Dentro até o porto de Açu (RJ).
  • Ponte Nova começou a receber royalties (CFEM) por esse uso do solo municipal, mesmo sem ter lavra direta da empresa no território.
    Ponte Nova (MG) não possui lavras ativas de grandes mineradoras multinacionais, mas é cortada pelo mineroduto da Anglo American, que transporta minério de ferro de Conceição do Mato Dentro (MG) até o porto de Açu (RJ). Com a mudança na legislação em 2017, o município passou a receber royalties da mineração (CFEM) por ceder território ao mineroduto, fortalecendo sua arrecadação e papel estratégico na logística minerária.
    Os problemas relacionados à presença do mineroduto da Anglo American em Ponte Nova envolvem diferentes aspectos. Do ponto de vista ambiental, embora os impactos sejam menos visíveis do que nas áreas de lavra, os minerodutos podem causar danos ao solo e aos recursos hídricos, principalmente em casos de rompimento ou vazamento. Além disso, moradores e autoridades locais relataram falta de transparência no acesso às informações técnicas sobre a obra e seus impactos, dificultando o acompanhamento e a fiscalização. Outro ponto levantado é que, apesar do município ter passado a receber a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), muitos consideram que os valores não compensam adequadamente os riscos e os danos ambientais associados à presença da estrutura em seu território.




CFEM – Royalties da Mineração

A Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) é um valor pago pelas empresas ao município. Ponte Nova passou a receber esses valores não por ter minas ativas da Anglo American, mas porque o mineroduto cruza o solo do município. Isso foi uma conquista recente para a prefeitura local.

A Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) é uma espécie de royalty pago pelas empresas mineradoras aos municípios e estados onde ocorre a extração ou pelo qual os minérios são transportados. Ponte Nova, localizada na Zona da Mata de Minas Gerais, passou a receber esses recursos devido à passagem de um mineroduto em seu território.​

Situação Econômica Antes da CFEM:

Antes de receber os repasses da CFEM, a economia de Ponte Nova era baseada principalmente nos setores de comércio, serviços e agropecuária. A ausência de grandes empreendimentos minerários no município limitava a arrecadação de receitas provenientes desse setor.​

Mudança com a Inclusão na CFEM:

A partir de 2018, com a aprovação do novo Marco Regulatório da Mineração, municípios que são atravessados por infraestruturas de mineração, como minerodutos, passaram a ter direito aos royalties da CFEM. No entanto, a liberação efetiva desses recursos para Ponte Nova enfrentou atrasos devido a questões burocráticas e regulamentares. ​Líder Notícias

Impacto Econômico Após o Recebimento da CFEM:

Com a efetivação dos repasses da CFEM, Ponte Nova passou a contar com uma nova fonte de receita. Embora os valores específicos destinados ao município não sejam amplamente divulgados, sabe-se que a distribuição da CFEM tem representado um incremento significativo nas finanças de diversos municípios mineiros. Por exemplo, em janeiro de 2025, a Agência Nacional de Mineração distribuiu R$ 461,7 milhões em royalties da mineração para estados e municípios produtores minerais, sendo que Minas Gerais recebeu R$ 177 milhões desse montante. ​Associação Mineira de Municípios+2Brasil 61+2sindifer.com.br+2

Utilização dos Recursos:

Os recursos provenientes da CFEM são destinados, por lei, a investimentos em infraestrutura, saúde, educação e projetos que visam mitigar os impactos da atividade minerária. Para Ponte Nova, esses recursos têm o potencial de fortalecer os serviços públicos e promover o desenvolvimento local.​Líder Notícias+1Diário do Comércio+1

Conclusão:

A inclusão de Ponte Nova como beneficiária da CFEM representa uma diversificação nas fontes de receita do município, possibilitando investimentos em áreas prioritárias e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social local.



Questões Ambientais e Econômicas

  • Há debates locais sobre o impacto ambiental dessas atividades, especialmente do mineroduto.
  • Em contrapartida, a mineração tem gerado empregos, arrecadação e novos investimentos em infraestrutura.



Linha do Tempo – Mineração em Ponte Nova e Região

2007 – Início do projeto Minas-Rio pela Anglo American, com planos para mineroduto atravessando parte da Zona da Mata.
2010 – Instalação do mineroduto, passando por cidades como Ponte Nova, embora sem lavras diretas ali.
2014 – A empresa Zona da Mata Mineração (ZMM) começa a operar na cidade vizinha Teixeiras, com foco em minério de ferro.
2018 – Expansão das atividades da Mineração Vale do Rio Piranga (MVRP) em Ponte Nova.
2021 – Começam discussões sobre o direito de cidades como Ponte Nova receberem CFEM pela passagem do mineroduto.
2023 – Ponte Nova passa a receber royalties da mineração (CFEM) mesmo sem ter uma mina ativa da Anglo American.






.

Mapeamento da mineração em MG

Mapa Interativo e Recursos

Você pode visualizar essas minas nos seguintes mapas:

Mapa Geológico e de Recursos Minerais de MG (CPRM)


Principais minérios extraídos em Minas Gerais, empresas responsáveis e algumas minas


Ferro

  • Região de Itabira - Mina do Cauê e Mina do Conceição (Vale S.A.)
  • Região de Mariana - Mina de Alegria (Samarco)
  • Região de Ouro Preto - Mina de Fábrica e Mina de Timbopeba (Vale)
  • Região de Brumadinho - Mina do Córrego do Feijão (local do rompimento da barragem em 2019)
  • Região de Congonhas - Mina Casa de Pedra (CSN Mineração)


Ouro

  • Nova Lima - Minas operadas pela AngloGold Ashanti (como Cuiabá e Lamego)
  • Paracatu - Mina Morro do Ouro (Kinross) — maior mina de ouro do Brasil
  • Santa Bárbara, Sabará, Mariana - Diversas minas de menor porte


Bauxita

  • Poços de Caldas - Reservas importantes exploradas pela CBA (Companhia Brasileira de Alumínio)


Nióbio

  • Araxá - Mina do Barreiro (CBMM – Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração) — maior produtora de nióbio do mundo


Zinco

  • Paracatu / Vazante - Mina de Vazante (Nexa Resources)


Lítio

  • Jequitinhonha / Araçuaí / Itinga - Novos projetos sendo desenvolvidos para extração de lítio (como Sigma Lithium e AMG)


--------------------------------

Mapa com algumas das principais minas de Minas Gerais. 


As cores indicam: 
  • azul para as cidades
  • marrom para ferro
  • amarelo para ouro
  • alaranjado para bauxita
  • preto para nióbio
  • verde para zinco
  • roxo para Lítio




.